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Atlético-MG vence Juventude no apagar das luzes e avança na Copa do Brasil

Por Redação FutGalo em 05/08/2026 07:52

O Atlético-MG carimbou sua passagem para as quartas de final da Copa do Brasil de forma dramática, definindo o placar apenas nos instantes finais. O triunfo sobre o Juventude manteve vivo o objetivo alvinegro de conquistar o troféu, mas a performance em campo deixou evidente que o elenco ainda carece de ajustes fundamentais. A equipe encontrou obstáculos severos para articular jogadas e romper a retranca adversária, evidenciando que a posse de bola, por si só, não tem sido sinônimo de perigo real.

Para almejar o topo nas competições de mata-mata, o trabalho de Eduardo Domínguez exige uma evolução clara, especialmente no setor de criação. A ineficiência ofensiva é o ponto que mais preocupa, e o treinador precisará encontrar soluções mais criativas se quiser que o Galo mantenha o ritmo em uma temporada tão exigente.

Ajustes no esquema tático de Domínguez

Para este confronto, o comandante atleticano optou por uma alteração estratégica significativa, deixando de lado o tradicional 3-4-3 em prol de uma estrutura em 3-5-2. O objetivo era claro: conferir maior robustez ao meio-campo e oferecer novas alternativas de construção de jogo, mantendo a solidez defensiva com três zagueiros, mas com uma dinâmica diferente nos setores de criação.

A nova configuração tática distribuiu as funções da seguinte maneira:

Setor Composição
Defesa Natanael, Ruan e Lyanco
Alas Renan Lodi (esquerda) e Cuello (direita)
Meio-campo Alan Franco, Cissé e Victor Hugo
Ataque Cassierra e Bernard

A presença de Alan Franco como primeiro volante visava proteger a zaga, enquanto Victor Hugo atuou em uma faixa mais recuada do que o habitual. Já no ataque, a parceria entre Cassierra e Bernard buscou maior mobilidade, com Bernard flutuando entre as linhas defensivas do Juventude para tentar desestabilizar o sistema de marcação dos gaúchos.

Posse de bola ineficiente e o desafio da criação

Embora o Atlético tenha controlado as ações com a posse de bola, a produtividade foi escassa. O Juventude se postou de maneira extremamente compacta, praticamente erguendo um muro com seis homens na retaguarda, o que limitou drasticamente os corredores para o Galo. A equipe mineira só conseguiu levar algum susto quando apostou em triangulações rápidas e na subida dos alas até a linha de fundo.

Foi exatamente dessa forma que surgiu o lance de maior perigo na primeira etapa: um cruzamento preciso de Lodi para Cuello, que acertou a trave. O Juventude, por sua vez, apostou em transições rápidas, aproveitando o avanço das linhas atleticanas para assustar em contra-ataques que exigiram atenção do sistema defensivo mineiro.

O desfecho dramático e a necessidade de evolução

O segundo tempo iniciou com o Atlético sob pressão, sofrendo com o ímpeto dos mandantes. A dificuldade em converter o volume de jogo em finalizações perigosas persistiu até o apagar das luzes. Quando a decisão por penalidades parecia o destino certo, Alan Minda aproveitou uma falha do sistema defensivo do Juventude para selar a classificação.

Após a partida, Domínguez ressaltou a importância da resiliência, afirmando: "Acreditar até a última jogada". Esse espírito é vital, mas não pode ser o único trunfo da equipe. Embora o sistema defensivo esteja demonstrando maior solidez e compactação, o setor ofensivo segue devendo. Para quem busca títulos após o amargo retrospecto recente em finais, o Atlético Mineiro precisará transformar sua posse de bola em uma arma mais letal se quiser, de fato, brigar pelo troféu nesta temporada.

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