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Como o Atlético-MG superou o Ajax e fechou com Fred

Por Redação FutGalo em 21/08/2026 21:29

A engenharia financeira estabelecida pelo Atlético-MG para repatriar o meio-campista Fred envolveu cifras expressivas e uma disputa direta com o mercado europeu. Para tirar o atleta do Fenerbahçe, a diretoria alvinegra desembolsou uma quantia milionária imediata, além de estabelecer cláusulas de desempenho que podem elevar o custo total da transação. Esse esforço financeiro foi crucial para superar a concorrência direta do Ajax, da Holanda, que vinha monitorando de perto a situação do jogador.

Tipo de Pagamento Valor em Euros Valor Estimado em Reais
Taxa de liberação fixa 2 milhões 11,9 milhões
Bônus por metas esportivas 500 mil 2,9 milhões

O interesse do clube holandês era real e persistente, estendendo-se desde o fim do ano passado. No entanto, o projeto de longo prazo apresentado pela cúpula do Galo pesou decisivamente na escolha do atleta. Conforme revelou o agente Marcelo Pettinati, da Energy Sports, a segurança de um vínculo longo foi o grande diferencial:

"? Na Europa, existiam clubes interessados. O principal interesse foi do Ajax. Eles nos procuraram em dezembro e mantiveram o contato até agora. Só que a estrutura contratual que o Atlético ofereceu de tempo e contemplar o sonho do Fred fez a diferença. Um contrato de três anos e meio, e mais um de renovação, dá a ele a oportunidade de estar garantido até os 37 anos."

Os detalhes do contrato de Fred no Atlético-MG

Ao assinar o vínculo que lhe garante estabilidade até o fim de sua carreira em alto nível, Fred assume uma responsabilidade gigantesca na estrutura da equipe mineira. Ele herda a mística camisa sete, anteriormente envergada por Hulk, assumindo também o papel de nova referência técnica e de liderança para a torcida atleticana nos próximos anos.

A transição de volta ao futebol brasileiro, embora complexa, foi desenhada para oferecer estabilidade ao atleta em uma fase madura de sua trajetória profissional. Segundo o empresário, o desfecho atendeu a todas as expectativas das partes envolvidas:

"? O futebol é dinâmico. Os mercados mudam, os interesses aparecem e somem. O que fez mais sentido agora foi esse movimento. O Atlético vai entregar para o Fred essa realização, essa solidificação financeira e também a logenvidade."

Para que o acordo fosse selado, o representante do jogador precisou realizar diversas viagens até Istambul. A liberação por parte do Fenerbahçe exigiu paciência e jogo de cintura nas tratativas diretas, uma vez que o clube turco inicialmente dificultou a saída do meio-campista devido a mudanças internas de comando.

As idas e vindas à Turquia foram fundamentais para encontrar um ponto comum que satisfizesse as exigências financeiras e esportivas da equipe europeia:

"? Trabalhamos com o Atlético. Estive na Turquia três vezes para entender como desbloquear e o que era preciso para o Fener liberar o Fred. Não foi fácil, mas todo mundo saiu bem da negociação."

A longa negociação entre a diretoria do Galo e o staff do jogador

O namoro entre o clube mineiro e o meio-campista não é recente. As primeiras conversas formais ocorreram há mais de doze meses, conduzidas pelos dirigentes João Hygino e Paulo Bracks. Naquela oportunidade, o cenário era consideravelmente mais complexo, pois o jogador ainda mantinha um contrato longo na Europa e desfrutava de grande prestígio em seu clube anterior.

O monitoramento constante da diretoria alvinegra foi essencial para aproveitar a brecha de mercado no momento oportuno:

"? A negociação começou há mais de um ano, principalmente com João Hygino e Paulo Bracks. Entendemos que, naquele momento, o contrato dele era longo ainda, era uma peça importante do time. Fomos trabalhando em possíveis bases salariais, sabendo das possibilidades. O Atlético sempre nos procurou, até mesmo nas férias dele."

A situação sofreu uma reviravolta significativa no fim do ano passado. A chegada de novos reforços ao time turco, como Kanté, indicava uma possível facilitação para a saída de Fred. Contudo, uma alteração na presidência do Fenerbahçe devolveu ao atleta o status de peça fundamental, tornando a liberação consideravelmente mais difícil de ser costurada pelo staff.

O empresário detalhou como o cenário político do clube turco oscilou, interferindo diretamente no andamento das conversas com o Galo:

"? Em dezembro, isso começou a se intensificar. A antiga diretoria do Fenerbahçe, quando contratou o Kanté, mostrou para nós que faria sentido a saída do Fred. Isso tudo mudou. Trocaram de presidente recentemente, e ele voltou a ter a relevância, a importância de sempre no clube. Isso trouxe uma situação mais complexa"

Diante do último ano de contrato na Turquia, o staff do jogador passou a mapear o cenário global. Além do forte assédio do futebol europeu e da sondagem do mercado do Oriente Médio ? que atualmente prioriza contratações de atletas em faixas etárias mais baixas ?, o desejo pessoal do jogador de retornar ao seu país de origem pesou de forma decisiva na balança.

A análise minuciosa das alternativas de mercado foi o ponto de partida para definir os rumos da carreira do atleta:

"? Começamos a estudar: se a ideia era buscar uma renovação, buscar outro clube na Europa, entender o mercado árabe e o que faria sentido no Brasil. O mundo árabe mudou um pouco. Estão investindo em atletas mais jovens."

O sonho de infância e a identificação com as cores do Atlético-MG

A ligação afetiva de Fred com o Atlético-MG remonta ao início de sua parceria com a agência Energy Sports, ainda no período em que ele defendia as cores do Manchester United, na Inglaterra. Desde os primeiros contatos para gerenciar sua carreira, o atleta já expressava de maneira convicta o desejo de vestir a camisa alvinegra, estabelecendo o clube mineiro como sua prioridade absoluta em um eventual retorno ao futebol nacional.

O empresário recorda que a vontade do jogador sempre foi um fator determinante, embora dependesse do momento esportivo ideal para se concretizar:

"? A transferência começou desde que assinamos com o Fred. Ele sempre deixou clara a identificação que tinha com o Atlético, de ser torcedor e ter esse sonho. Quando ele ia jogar, era algo que não controlávamos. Mas queríamos participar disso"

Apesar de o Internacional surgir como uma segunda opção no horizonte do atleta, o laço familiar e a paixão de infância pelo Galo neutralizaram qualquer outra possibilidade no Brasil. Agora, regularizado e integrado ao elenco, Fred se prepara para fazer sua estreia justamente contra o clube gaúcho, coroando um processo de amadurecimento que transformou um antigo sonho de torcedor em realidade profissional no gramado.

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