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Atlético-MG cobra origem de R$ 300 milhões na SAF; entenda os detalhes
Por Redação FutGalo em 06/03/2026 10:42
A estrutura da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Clube Atlético Mineiro tomou a iniciativa de solicitar ao banqueiro Daniel Vorcaro, figura central do Banco Master, detalhamentos sobre a proveniência de um considerável aporte de R$ 300 milhões destinado ao clube.
Essa solicitação formal foi materializada através de uma notificação enviada a Vorcaro e ao fundo Galo Forte, veículo utilizado por ele para adquirir uma participação relevante no Atlético-MG, em outubro de 2025.
Na comunicação, o clube estabeleceu um prazo de 48 horas para que o banqueiro apresentasse informações pormenorizadas sobre todos os indivíduos e entidades beneficiárias do fundo, além de Vorcaro, e sobre quaisquer outros fundos que integrassem a cadeia de participação.
Investimento e Participação Societária
Os aportes em questão foram realizados em dois momentos distintos, durante os anos de 2023 e 2024. Inicialmente, em 2023, Vorcaro injetou R$ 100 milhões no clube, sendo seguido por um segundo investimento de R$ 200 milhões no ano seguinte.
Com a soma totalizando R$ 300 milhões, o fundo Galo Forte consolidou sua posição como detentor de 26,88% das ações da Galo Holding S.A., demonstrando a magnitude do seu envolvimento financeiro.
Surgimento de Investigações e Preocupações
A notificação emitida pelo clube fez menção à operação "Carbono Oculto", conduzida pela Polícia Federal (PF). Esta investigação visava apurar a conexão de empresários do ramo de postos de combustíveis e de fintechs com o PCC (Primeiro Comando da Capital), uma das organizações criminosas de maior notoriedade no Brasil.
?Recentemente, em razão de desdobramentos da operação denominada Carbono Oculto, circulou na mídia a indicação de que o Galo Forte seria, ao fim e ao cabo, controlado por fundos que teriam, alegadamente, algum envolvimento com crimes de lavagem de dinheiro?, detalha a mensagem enviada.
Revelações Midiáticas e Divergências de Informação
A notícia que teria se disseminado "na mídia", conforme citado na notificação, foi originalmente publicada por veículos como Estadão e Sport Insider. De acordo com essas reportagens, o investimento realizado por Vorcaro teria origem em fundos sob suspeita de ligações com o PCC.
A SAF do Atlético Mineiro também ressaltou que a possibilidade de o Galo Forte ser controlado por outros fundos representou uma surpresa para o clube. Essa informação divergia significativamente do que havia sido previamente comunicado por Vorcaro, que indicava ser ele o único beneficiário.
Verificação de Informações e Correções
Ao realizar uma consulta junto ao site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a SAF atleticana constatou que a alegação de que Vorcaro seria o único beneficiário era, de fato, "incorreta". A verificação revelou que o fundo possuía dois subscritores: uma pessoa física e um outro fundo de investimento, desfazendo a narrativa inicial.
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