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Atlético-MG: Processo de Agente de Hulk e Lesões de Cuello Expondo Desafios
Por Redação FutGalo em 16/07/2025 16:22
O Club Atlético Mineiro atravessa um período de considerável instabilidade, marcado por adversidades tanto no campo financeiro quanto na composição de seu plantel. Dois eventos recentes sublinham a complexidade da atual conjuntura: a instauração de um processo judicial movido pelo representante do atacante Hulk, buscando o pagamento de comissões pendentes, e a recorrente indisponibilidade do jogador Tomás Cuello devido a uma nova contusão muscular.
O Débito Judicial que Abala os Bastidores do Galo
Nos bastidores, uma cobrança de vulto surge para somar-se às preocupações da diretoria alvinegra. Conforme noticiado pelo jornalista Jorge Nicola, Nuno Ferreira, agente de Hulk , ingressou com uma ação legal contra o clube mineiro. O cerne da disputa reside em uma dívida de R$ 365 mil, referente a uma parcela da comissão pela intermediação da transferência do atacante para o Atlético-MG, concretizada em 2021. O acordo inicial estipulava que o montante seria quitado em parcelas até o ano de 2024. Contudo, segundo o empresário, o Atlético-MG teria interrompido os pagamentos a partir de 2023.
Antes de recorrer à via judicial, o representante do atleta teria tentado, sem sucesso, diversas abordagens para negociar o débito com a instituição. Embora o Atlético ainda não tenha sido oficialmente notificado sobre o andamento do processo, a expectativa é que isso ocorra em um futuro próximo. Tal cenário ressalta uma problemática recorrente de inadimplência com intermediários e atletas, em um contexto onde a dívida global do clube já ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão.
Ainda sobre o tema, Jorge Nicola manifestou sua surpresa com o valor em questão, ironizando-o em comparação com as receitas que o clube habitualmente movimenta por meio de patrocínios e direitos de transmissão. Nas palavras do jornalista,
"É dinheiro de pinga."Esta situação, que se desenrola no âmbito extra-campo, exerce pressão adicional sobre o planejamento atleticano, que já busca ativamente novas fontes de receita para estabilizar suas finanças, mesmo após a recente regularização de parte dos salários atrasados.
A Fragilidade Física de Cuello e os Desfalques Cruciais
No que tange ao desempenho esportivo, o elenco também enfrenta reveses significativos. Tomás Cuello, anunciado como reforço em janeiro, vindo do Athletico-PR, tem sido uma presença constante na equipe. Sua contribuição em campo é notável, com 26 jogos disputados, 23 deles como titular, além de quatro gols marcados e cinco assistências concedidas. No entanto, sua trajetória tem sido pontuada por interrupções devido a problemas físicos.
Após um período de recuperação de uma lesão na coxa direita, o jogador iniciou sua transição em 9 de julho. Contudo, em um treinamento realizado na segunda-feira (14), Cuello voltou a sentir dores, e exames subsequentes confirmaram uma nova lesão muscular, desta vez na coxa esquerda. O clube assegurou que este novo problema não possui relação com a contusão anterior.
Estatística | Valor |
---|---|
Partidas Disputadas | 26 |
Partidas como Titular | 23 |
Gols Marcados | 4 |
Assistências | 5 |
A ausência de Cuello foi oficialmente confirmada pelo departamento médico do clube na terça-feira (15). O atleta argentino não se juntou à delegação que viajou à Colômbia para o confronto contra o Bucaramanga, agendado para esta quinta-feira (17), às 21h30 (horário de Brasília), pela partida de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Além de Cuello, outros jogadores também estarão fora da disputa: Júnior Santos, com quadro gripal; Cadu e Caio Maia, ambos em fase de recuperação de lesões; e Patrick, afastado devido a uma fratura por estresse na região lombar.
O Pesado Legado Financeiro e Seus Efeitos Imediatos
A somatória desses fatores ? as pressões judiciais no âmbito financeiro e os desfalques significativos no elenco ? amplifica os desafios enfrentados pela diretoria atleticana. A gestão, já empenhada na busca por equilíbrio orçamentário e na quitação de compromissos passados, vê-se agora diante de uma intensificação das demandas externas e de uma fragilização da capacidade competitiva imediata da equipe em campo. Este cenário complexo exige uma gestão estratégica e assertiva para que o Atlético-MG possa superar os obstáculos presentes e consolidar um caminho de maior estabilidade no futuro.
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