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Atlético-MG Elimina Flamengo na Copa do Brasil com Everson Brilhando nos Pênaltis
Por Redação FutGalo em 06/08/2025 21:35
A fase de oitavas de final da Copa do Brasil de 2025 testemunhou um embate eletrizante entre Atlético Mineiro e Flamengo, culminando na classificação do Alvinegro. Apesar de uma performance ofensiva aprimorada por parte do Rubro-Negro, a vantagem construída pelo Atlético no confronto de ida, no Maracanã, provou ser o alicerce para sua progressão. O Galo, embora derrotado no tempo regulamentar pelo mesmo placar do primeiro jogo, demonstrou resiliência. Enfrentou momentos de grande pressão na etapa inicial, marcada pela imposição adversária, mas exibiu significativa melhora no segundo tempo e, crucialmente, contou com a genialidade do goleiro Everson na dramática disputa de pênaltis.
O desfecho da partida reservou um papel ingrato a um dos destaques do tempo normal. Wallace Yan, que teve uma atuação notável, acabou por enviar sua cobrança de pênalti por cima do gol, impedindo que o Flamengo mantivesse a dianteira na decisão por penalidades. Previamente, Samuel Lino também havia desperdiçado sua tentativa. De forma similar à Supercopa do Brasil de 2022, Éverson emergiu como o grande nome do Atlético contra o Rubro-Negro carioca.
Formações Táticas e Surpresas Iniciais
A preparação para o confronto foi envolta em mistério por parte da comissão técnica atleticana. Cuca optou por revelar a escalação apenas 40 minutos antes do apito inicial, mas sem grandes surpresas. Guilherme Arana retornou à lateral esquerda após quase vinte dias de ausência. O meio de campo foi composto por Gabriel Menino, Gustavo Scarpa e Alan Franco, enquanto o trio ofensivo manteve Rony, Hulk e Cuello.
Do lado flamenguista, Filipe Luís surpreendeu ao iniciar com Everton Cebolinha na ponta esquerda e Wallace Yan posicionado próximo a Pedro, na faixa central. Nomes como Samuel Lino e Arrascaeta foram mantidos no banco de reservas, evidenciando uma estratégia de poupar ou usar como trunfos posteriores. Evertton Araújo e Jorginho atuaram como volantes, com Varela e Ayrton Lucas nas laterais.
Atlético-MG (Cuca) | Flamengo (Filipe Luís) |
---|---|
Guilherme Arana (LE) | Everton Cebolinha (PE) |
Gabriel Menino (MC) | Wallace Yan (AC) |
Gustavo Scarpa (MC) | Pedro (AC) |
Alan Franco (MC) | Evertton Araújo (VOL) |
Rony (AT) | Jorginho (VOL) |
Hulk (AT) | Varela (LD) |
Cuello (AT) | Ayrton Lucas (LE) |
(Demais não citados no texto) | (Demais não citados no texto) |
A Imposição Rubro-Negra na Primeira Etapa
Após dois confrontos anteriores nos quais o Atlético Mineiro conseguiu neutralizar o Flamengo com marcação por encaixes e perseguições, era improvável que Filipe Luís não planejasse uma abordagem distinta para o terceiro embate. E a mudança se concretizou. O Rubro-Negro executou movimentos que divergiam de seu padrão recente, desorganizando as marcações individuais dos mineiros e, em pouco tempo, revertendo a desvantagem sofrida no Maracanã.
O placar foi inaugurado por Everton Cebolinha aos 20 minutos de jogo. Ele finalizou com precisão após traçar uma diagonal da esquerda para a área e driblar Natanael. A construção da jogada envolveu os quatro atacantes do Flamengo: Plata recebeu de Varela pela direita, aproveitou um lapso de Arana, tabelou com Pedro e Wallace Yan, e conduziu para o centro antes de executar uma assistência primorosa, sua sétima na temporada.
A decisão de escalar Wallace Yan, além de poupar Arrascaeta de mais minutos no gramado sintético da Arena MRV, estava intrinsecamente ligada à capacidade do jovem de realizar movimentos táticos específicos. Pedro recuava, atraindo a marcação de Alan Franco . Nesse vácuo, Wallace traçava diagonais e infiltrações, desorientando a referência de combate de Lyanco ou Junior Alonso. Adicionalmente, ele efetuava trocas de posição com Everton Cebolinha e Plata, ampliando a fluidez ofensiva.
Ajustes Táticos e Reação Atleticana
A leveza do ataque, capaz de se mover com agilidade, foi complementada por uma pressão mais eficaz na saída de bola atleticana. O time da casa encontrou dificuldades em rodar a bola e em encontrar espaços para progressão pelos flancos, ou para realizar inversões de jogo, como havia feito na semana anterior. Everton Cebolinha avançava para pressionar Lyanco , Wallace Yan marcava Alonso, e Pedro recuava para combater Alan Franco .
A solução, em muitos momentos, foi o jogo direto para Hulk segurar a bola, mas essa tática nem sempre obteve continuidade. O Atlético levou quase 20 minutos para finalizar com perigo. Hulk arrematou bem da entrada da área, com a bola passando próxima à trave de Rossi. Posteriormente, ele chutaria de posição similar, mas sem a força necessária. Nesse período, Cuca realizou ajustes na estrutura de marcação da equipe: Rony , anteriormente responsável pela marcação de Ayrton Lucas, passou a pressionar os zagueiros do Flamengo. Hulk , que desempenhava o papel agora atribuído a Rony , recuou para marcar Jorginho. Gabriel Menino , que antes marcava o camisa 21 do Flamengo, abriu para seguir Ayrton Lucas.
Cuca buscava um jogador mais veloz para pressionar os zagueiros do Flamengo, que conduziam a bola, atraíam a marcação de meio-campistas rivais e encontravam passes para os volantes, especialmente Jorginho. O experiente volante passou a recuar para atrair Hulk , Rony e Scarpa, liberando espaços para o quarteto de ataque se mover às costas deles. A estratégia rubro-negra funcionou, e além do gol de Cebolinha, o Flamengo criou perigo com uma bela finalização de Pedro. Plata e Evertton Araújo também assustaram em chutes de fora da área. Jorginho e o próprio Pedro arremataram a poucos metros do gol de Everson , mas sem a pontaria desejada. O time carioca produziu o suficiente para marcar mais de um gol nos primeiros 48 minutos de jogo.
O Crescimento do Galo e o Equilíbrio do Duelo
O Galo teve seus melhores momentos na primeira etapa quando conseguiu acionar Scarpa a partir da linha média. Ele recuava para encaixar passes às costas dos volantes do Flamengo, sem ser pressionado, e encontrou Rony e Hulk próximos à área ? um problema para o Rubro-Negro ao recuar seu bloco de marcação. Scarpa também executou uma boa inversão para Cuello, em uma jogada que quase culminou em um gol do próprio Scarpa.
No intervalo, Cuca promoveu a entrada de Saravia no lugar de Natanael . Rony voltou a marcar Ayrton Lucas e a atuar pelo lado direito do ataque. Gustavo Scarpa manteve-se como o jogador mais influente do Atlético em campo. Ele recebeu de Cuello na entrada da área e acertou o travessão de Rossi logo aos sete minutos da segunda etapa. O Galo ganhou agressividade e já não recebia pressões tão ajustadas em sua saída de bola. O jogo se tornou mais aberto e dinâmico.
Wallace Yan continuou a ser uma ameaça constante, levando vantagem em muitos duelos contra Lyanco . Filipe Luís, antes dos 15 minutos, substituiu Cebolinha por Samuel Lino. Com maior posse de bola em relação ao Flamengo no início do segundo tempo, o Galo conseguiu trabalhar mais vezes pelo lado esquerdo. Cuello e Arana demonstraram boa sintonia, e o lateral esteve muito perto de empatar em um chute cruzado. Rossi realizou uma grande defesa e ainda segurou a finalização fraca de Hulk no rebote. Em seguida, Saúl e Arrascaeta entraram, substituindo Plata e Pedro, respectivamente, com Wallace Yan passando a atuar como centroavante. Uma manobra clara para aumentar a retenção de bola no meio-campo. No Galo, Igor Gomes substituiu Gabriel Menino , e Biel entrou na vaga de Rony , que teve uma atuação discreta.
O Desfecho nas Penalidades e o Brilho de Everson
As alterações promovidas por Filipe Luís surtiram efeito por um breve período. O Flamengo voltou a ter posse de bola no campo de ataque e quase ampliou com Arrascaeta, mas Junior Alonso interveio. Contudo, o Atlético permanecia bastante perigoso em suas investidas ofensivas. Scarpa mantinha sua excelente distribuição de passes, especialmente direcionados ao lado esquerdo, setor onde Cuello levava vantagem sobre Varela.
Perto dos 30 minutos, Cuca optou por sacar o ponta argentino, colocando Dudu em campo. Arana também deixou o gramado para a entrada de Alexsander. Scarpa foi deslocado para a lateral esquerda. O Galo elevou sua marcação e quebrou o breve bom momento do Flamengo na segunda etapa. Hulk teve uma grande oportunidade em uma bola mal rebatida por Rossi, mas desperdiçou a chance. O Galo, contudo, perdeu parte de sua essência ofensiva após as substituições de Cuca, notadamente a influência de Scarpa por dentro e o desequilíbrio gerado por Cuello pela esquerda. O Rubro-Negro voltou a ter momentos de posse no ataque e criou uma excelente jogada finalizada por Samuel Lino e desviada por Wallace Yan para fora. A vitória mínima dos cariocas persistiu até o apito final, levando a decisão para os pênaltis.
Na disputa derradeira, Everson brilhou mais uma vez! Ele defendeu a cobrança de Samuel Lino, contou com a fortuna no chute de Wallace Yan, que foi por cima do gol, e converteu a batida decisiva que selou a classificação do Atlético. Junior Alonso parou em Rossi, mas, além do goleiro, Hulk , Gustavo Scarpa e Igor Gomes converteram suas cobranças para o Alvinero. Pelo Flamengo, Arrasaeta, Saúl e Jorginho marcaram seus respectivos pênaltis. O Galo avança, com o goleiro Everson gravando seu nome como o grande protagonista da noite.
Atlético-MG | Resultado | Flamengo | Resultado |
---|---|---|---|
Junior Alonso | Defendido por Rossi | Arrascaeta | Gol |
Hulk | Gol | Saúl | Gol |
Gustavo Scarpa | Gol | Jorginho | Gol |
Igor Gomes | Gol | Samuel Lino | Defendido por Everson |
Everson | Gol | Wallace Yan | Para fora |
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