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Atlético-MG e Fair Play Financeiro: Muzzi Detalha o Rumo do Galo
Por Redação FutGalo em 11/08/2025 17:01
A realidade financeira do Atlético Mineiro, marcada por um período de instabilidade desde sua transição para Sociedade Anônima do Futebol (SAF) em julho de 2023 e uma notória intensificação em 2025, coloca o clube em uma posição peculiar diante das discussões sobre fair play financeiro. Recentemente, episódios como a insatisfação de atletas com atrasos salariais, exposta em plataformas digitais, e o caso do atacante Rony, que buscou judicialmente a rescisão indireta de seu contrato antes de retirar a ação após negociações com a diretoria, sublinham a urgência de uma gestão orçamentária mais rigorosa.
Nesse contexto, Bruno Muzzi, CEO do Atlético, que marcou presença no recente encontro na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, defendeu veementemente a implementação de diretrizes explícitas para assegurar a equidade financeira. Em sua análise, a uniformização das normas é um pilar insubstituível para a perenidade das instituições esportivas. Ele reiterou a necessidade de celeridade na adoção dessas medidas, conforme sua declaração:
"Hoje o assunto é fair play, então é uma coisa que precisa ser começada imediatamente para que todos os clubes tenham uma regra clara e obedecer isso para que os clubes tenham uma sustentabilidade financeira no longo prazo"
Diante da conjuntura atual, Muzzi sublinhou a imperatividade de um controle de despesas mais acentuado. Ele destacou a longa trajetória do Atlético com um volume considerável de endividamento, enfatizando a importância da regulamentação e da organização nesse aspecto. Para o dirigente, a natureza dos clubes de futebol, que operam constantemente no limiar entre receitas e dispêndios, exige uma abordagem diferenciada.
"É assim, não muda, mas o que não pode é a gente entrar num nível de gasto para competir tão excesso que leve os clubes a não pagar os compromissos. O Atlético precisa também entrar nessa regra como todos os clubes"
A Visão do Galo sobre a Sustentabilidade Financeira
O executivo do Alvinegro salientou que a manutenção da estabilidade é um fator crítico para prevenir variações abruptas no rendimento esportivo. Ele articulou que a solidez financeira é o alicerce para uma transformação duradoura no cenário do futebol, conforme expressou:
"Não adianta ir muito bem num ano e muito mal no outro. Precisamos ter sustentabilidade, é assim que o futebol vai mudar. É uma excelente iniciativa e essencial para a mudança nos próximos anos"
A discussão sobre o fair play financeiro no Brasil ganhou um novo capítulo com o encontro na sede da CBF, ocorrido na segunda-feira, 11 de março. O evento reuniu representantes de clubes e federações, além de contar com a expertise de membros da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA). Este debate marcou o início de um período de 90 dias dedicado à elaboração de um modelo que, a partir de 2026, poderá ser introduzido de forma progressiva. O propósito central é fomentar um ecossistema autossuficiente e mitigar o que é conhecido como "doping financeiro", prática que desequilibra a competitividade.
Os Próximos Passos do Fair Play Financeiro Nacional
Entre as proposições em análise, destaca-se a vedação de novas aquisições de atletas por clubes que apresentem débitos com outras agremiações nacionais. Contudo, a CBF sinalizou que tal medida será escrutinada com prudência, visando evitar um colapso no mercado de transferências. O arcabouço conceitual europeu, apresentado pela UEFA, servirá como premissa, mas será devidamente adaptado para se alinhar às particularidades do contexto futebolístico brasileiro.
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